Expediente suspenso

Acima, da esquerda para a direita, Richard Lobão é filho do ex-presidente Jorge Lobão (à direita) derrotado na última eleição, Abaixo, da esquerda para direita, o Coronel Luiz da Silva Muzzi e o Tenente Martiniano Silva dos Santos, que emprestam seus nomes para compor um grupo liderado por um cidadão comum, pintor de faixas.

 

O presidente da CBPMERJ, Coronel Robson Paulo, decidiu por suspender o expediente nas lojas de atendimento ao associado, além das funções administrativas, até que haja uma decisão judicial definitiva que irá confirmar a legitimidade do que foi decidido nas urnas pelo voto da maioria absoluta dos associados que participaram do pleito eleitoral em janeiro do ano passado, reelegendo estatutariamente a chapa que comanda a Caixa Beneficente desde 2010, por mais três anos, com 51,47% dos votos.

O que acontece é que desde o último mês de dezembro, um grupo de pessoas lideradas pelo pintor de faixas Richard Lobão, filho do ex-presidente da instituição, Jorge Lobão, faz uso de uma ata que foi imediatamente questionada na Justiça, para promover uma confusão que objetiva acessar as contas bancárias da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e usurpar a verba descontada de PMs associados, além de tentar desestabilizar a gestão administrativa da instituição. Richard Lobão teria sido nomeado como presidente de uma dita junta governativa, em desacordo com o estatuto e o regimento interno, sem sequer ser associado, tão pouco policial militar. Ele ainda está acompanhado do Coronel Luiz da Silva Muzzi e do Tenente Martiniano Silva dos Santos, que emprestam seus nomes para compor o grupo.

Segundo esta ata, uma Assembleia Geral Extraordinária teria sido convocada na sede da ABI – Associação Brasileira de Imprensa – e teria reunido mais de 8 mil associados, quando na verdade o auditório da ABI tem capacidade para pouco mais de 150 pessoas. Na lista de presentes não há nenhuma assinatura e foram incluídos pelo menos 80 nomes de associados já falecidos, além de nomes desconhecidos do quadro associativo e outros nomes que já se sabe que não estavam presentes, como o CEL Luíz Carlos Castanheira que trabalha na Corregedoria Corregedoria Geral Unificada e o ex-Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro CEL WILTON SOARES RIBEIRO, que depuseram prontamente na Delegacia de Defraudações que apura a denúncia de fraude. Eles ainda cometeram a audácia de incluir o nome do atual Comandante Geral da PMERJ, CEL WOLNEY DIAS FERREIRA.

De posse desta ata, validada pelo RCPJ-RJ – Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Cidade do Rio de Janeiro , o grupo de Lobão se apressou para induzir ao erro os gerentes das contas bancárias da Caixa Beneficente que sem nenhum documento jurídico, decidiram de forma imprópria, repassar o controle das contas a esse grupo em nome das instituições bancárias que representam, Bancos Bradesco e Itaú respectivamente. Os advogados que representam a CBPMERJ, sob a supervisão do diretor jurídico, Coronel Edilson Chaves, e a supervisão do presidente Coronel Robson Paulo, estão desde o recesso do Poder Judiciário, se empenhando para anular essa ata, reconhecida pelo RCPJ-RJ em desrespeito ao que reza estatuto e ao regimento interno que regulamenta a instituição.

Por conta desse litígio jurídico provocado por Richard Lobão e seus cúmplices e da negativa de acesso às contas bancárias da instituição a esta diretoria, os associados estão sem receber seus benefícios, funcionários estão sem salários desde o mês de novembro e prestadores de serviço sem pagamento desde outubro. O último repasse feito pelo Estado ainda em dezembro, que seria utilizado para quitar parte dessas pendências, está bloqueado por decisão unilateral do banco, numa conta de uma prestadora de serviço da Caixa Beneficente.

O grupo de impostores ainda se aproveitou do período de recesso de final de ano para invadir a loja de atendimento ao associado da Rua Pedro I, arrombando e trocando a fechadura da porta que dá acesso a loja, fato denunciado pela diretoria após registro de ocorrência por invasão de domicílio e arrombamento. Na oportunidade, o grupo adentrou as dependências da loja, promoveu o corte dos cabos das câmeras do circuito interno de vigilância para saquear um freezer da copa, computadores, arrombar armários e tentar atear fogo na sala da secretaria executiva, onde estão arquivados processos de associados e beneficiários que aguardam recebimento de seus benefícios.

Na última segunda feira (09/01), quando os funcionários voltaram do recesso de final de ano, o grupo que se auto intitula representantes legais da instituição, aproveitou da ausência dos membros da diretoria executiva e se valeu da situação financeira fragilizada dos funcionários para aliciá-los a entregar informações pessoais, tais como: CPF, dados bancários e cópia do contracheque, que foi entregue incentivado por alguns funcionários que lamentavelmente aceitam o que Richard Lobão e seus cúmplices sugerem como verdade. Eles ainda ousaram convocar expediente normal para os dias seguintes, como se contassem com o respaldo de algum instrumento jurídico para tal, com intuito de contrariar o que decidiu o presidente, conforme abaixo:

Pela razões expostas, dentre outras, o presidente Robson Paulo em comum acordo com a diretoria executiva eleita estatutariamente pelos associados para o triênio administrativo que vai de janeiro de 2016 a fevereiro de 2019, decidiu por suspender as atividades nas lojas de atendimento e no ambiente administrativo até uma decisão judicial restabeleça a normalidade para que se dê continuidade ao trabalho que desde 2010, já quitou cerca de 70% da dívida herdada da gestão Jorge Lobão e caminha para sanar os cofres da instituição.

Nesses seis anos da atual gestão já se somam várias conquistas, dentre elas o respeito aos direitos trabalhistas dos mais de 100 funcionários da instituição, que não gozavam de férias há anos não tinham recolhidos tributos e impostos para permitir aos mesmos solicitar o seu direito de aposentadoria. Foram recuperados patrimônios da instituição, em especial a rede própria de pousadas, além de outros avanços na melhoria da qualidade dos benefícios, serviços e convênios a disposição dos associados e às suas famílias. A última novidade é que já se trabalha para recuperar ainda em 2017, um clube de lazer exclusivo para os associados e seus familiares, que estão órfãos desse benefício de lazer desde a desaprovada venda do Clube Macembú por Jorge Lobão enquanto presidente.

O Coronel Robson de Almeida Paulo é o Presidente da CBPMERJ. Não há qualquer decisão judicial que modifique a estrutura organizacional. Toda diretoria executiva, funcionários, colaboradores, parceiros comerciais e associados estão manifestando repúdio à ação desse grupo que na ganância de interesses próprios, guiados por ambições pessoais lesam e prejudicam a milhares de pessoas, especialmente funcionários, prestadores de serviço, associados e beneficiários, se movimentando por meios escusos para manchar a reputação da Caixa Beneficente. Solicitamos a todos compreensão e paciência, todas as providências estão sendo tomadas sob a luz da lei e prevalecerá a verdade dos fatos.

Quem é Richard Lobão?

Desde que denunciamos a fraude que está em curso contra a Caixa Beneficente e seus associados, foram várias as manifestações de apoio acompanhadas de denúncias recebidas contra Richard de Souza Amaral Lobão, que já é velho conhecido dos associados da instituição. Conforme noticiou o portal Terra em 2010, ele está envolvido em um escândalo que apura o suposto esquema de desvio de dinheiro das contribuições de PMs associados, a partir de um contrato de terceirização de serviços firmado entre a Caixa Beneficente da Polícia Militar e a União Nacional de Assistência aos Servidores Públicos (Unasp), que envolveria a compra de bens em nome de ‘laranjas’. A Polícia Civil investiga a possibilidade de fraude no contrato e se os atrasos nos pagamentos dos benefícios durante a gestão de seu pai, Jorge Lobão, tinham relação com o suposto desvio.

Segundo o relatório de investigações, a Unasp teria comprado uma cobertura na Praça Seca por R$ 330 mil, onde Richard Lobão, filho do então presidente Jorge Lobão, morava sem custos. Em depoimento, o diretor de benefícios da Unasp, Orlando Siqueira Neto, afirmou que a entidade pagou R$ 50 mil e pediu empréstimo de R$ 280 mil à Unasp para custear o restante do valor do imóvel. Richard Lobão, na época era consultor de projetos da Unasp.

Em denúncia anônima feita no Blog Abordagem Policial (http://abordagempolicial.com), Richard Lobão aparece como responsável pela contratação de uma empresa fantasma, é a Unasp. Ainda segundo a denúncia, Richard Lobão utilizou um Laranja identificado como Orlando Siqueira Neto e transferiu unilateralmente o desconto dos contracheques dos associados sob o código 530 (CB/Convênio) para a Unasp, sem a convocação de uma assembleia e ainda teria contado com a ajuda de um funcionário da Seplag – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, identificado como Luiz Vaz, para durante três anos desviarem o dinheiro captado desse desconto.

richard lobão

A denúncia relata ainda casos de destrato de Richard Lobão (foto) para com associados que buscavam seus direitos e não atendidos acionavam a Caixa Beneficente na Justiça, o que gerou um volume de milhões de reais em dívidas por processos relacionados a negativa no fornecimento dos serviços contratados.

As acusações não param por aí. Em face da descoberta dos desvios praticados conforme descrito acima, Richard teria tentado transferir o código de desconto para uma terceira empresa criada por ele com a ajuda de Luiz Vaz e um policial identificado como Guedes, não contente, enviou cartas a associados da Caixa Beneficente com intuito de denegrir a imagem da instituição com conteúdo leviano. A denúncia finaliza citando a cobertura da Praça Seca e ainda acrescenta a compra de veículos blindados, sempre se utilizando do desvio de verbas, que só foi estancada quando a atual diretoria assumiu a instituição em 2010.

No blog Alerta total, aparecem novas acusações anônimas feitas contra Richard Lobão, com menção a desfalque no pagamento de funcionários, promovidos durante a gestão de seu pai, Jorge Lobão,  que admitiu o filho como diretor para juntos articularem, entre outras práticas o desrespeito aos direitos trabalhistas deixando de honrar o recolhimento de impostos e contribuições como o FGTS e o INSS, impedindo funcionários de se aposentar.

Galeria de fotos: Câmeras cortadas, viradas para o auto, arrombamentos e tentativa de incêndio

 

Referências:

Jornal O DIA online: Entidades de assistência são suspeitas de utilizar ‘laranjas’

Site Terra: Benefícios de PMs podem ter sido usados para comprar imóveis

Blog Abordagem policial: http://abordagempolicial.com/2009/07/blog-amigos-do-cel-mario-sergio/ (denúncias nos comentários da postagem)

Blog Alerta Total http://www.alertatotal.net/2010/01/jobim-usa-falsa-tese-de-que-exerce.html (denúncias nos comentários da postagem)

 

Leia também:

Caixa Beneficente da Polícia Militar é vítima de tentativa de golpe praticado por filho de ex-presidente Jorge de Souza Lobão


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